{"id":273,"date":"2009-12-03T01:18:18","date_gmt":"2009-12-03T01:18:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.romeucosta.com\/blog\/?p=273"},"modified":"2009-12-03T01:18:18","modified_gmt":"2009-12-03T01:18:18","slug":"muse-no-pavilhao-atlantico-29-11-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/romeucosta.com\/blog\/index.php\/2009\/12\/03\/musica\/muse-no-pavilhao-atlantico-29-11-2009\/","title":{"rendered":"Muse no Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico (29.11.2009)"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blitz.aeiou.pt\/iv\/0\/233\/412\/rc76699dritacarmo-3632.jpg?resize=580%2C387\" alt=\"Muse\" width=\"580\" height=\"387\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Muse<\/p><\/div>\n<table style=\"width: 100%;\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td id=\"tdTituloGeralBig\" style=\"PADDING-LEFT: 10px\">\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td id=\"subtituloNoticiaDetalhe\">\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td id=\"introNoticiaDetalhe\">Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico esgotou para ver os brit\u00e2nicos Muse. Mais que um concerto, o espect\u00e1culo revelou-se um festival de sensa\u00e7\u00f5es, com a m\u00fasica e o cen\u00e1rio a encherem as medidas dos milhares de f\u00e3s que marcaram presen\u00e7a.\u00c0s 17h00, bem antes de os Muse &#8211; ou mesmo Biffy Clyro, convidados para assegurar a primeira parte &#8211; subirem ao palco do Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico, j\u00e1 a multid\u00e3o rodeava o edif\u00edcio da sala lisboeta, formando extensas e disformes filas de pessoas carregadas de expectativas (grande parte sub-25, embora j\u00e1 dentro da sala tiv\u00e9ssemos percebido melhor a transversalidade geracional dos seguidores da banda brit\u00e2nica).Nem com o verdadeiro dil\u00favio que \u00e0s tantas escorreu do c\u00e9u a massa humana arredou p\u00e9. \u00c9 a\u00ed tamb\u00e9m que come\u00e7amos a perceber que os 10 anos de edi\u00e7\u00f5es discogr\u00e1ficas da banda liderada por Matthew Bellamy renderam ao trio uma legi\u00e3o de f\u00e3s devotos (no sentido religioso da palavra).<\/p>\n<p>Eram 19h30, faltando portanto meia hora para os escoceses Biffy Clyro subirem ao palco, e a sala maior do Parque das Na\u00e7\u00f5es mostrava-se muito bem composta (recorde-se que o concerto se encontrava esgotado h\u00e1 meses).<\/p>\n<p>&#8220;Ol\u00e1 Lisboa, n\u00f3s somos os Biffy Clyro&#8221;, num portugu\u00eas bem ensaiado, foram as primeiras palavras que se ouviram, dando in\u00edcio \u00e0 actua\u00e7\u00e3o intempestiva do trio escoc\u00eas. Trouxeram <em>Only Revolutions<\/em> , um nov\u00edssimo \u00e1lbum, para apresentar e n\u00e3o se fizeram rogados na hora de servir o seu rock nervoso, por vezes experimental por outras a pender para um caminho trilhado pelos Queens of the Stone Age. &#8220;God &amp; Satan&#8221; ou &#8220;Who&#8217;s Got a Match?&#8221;, do anterior <em>Puzzle<\/em> , foram alguns dos temas que deixaram o p\u00fablico rendido ao virtuosismo da banda. Entre golpes de bateria, chegaram mesmo a ouvir-se ova\u00e7\u00f5es dignas de respeito.<\/p>\n<p>Sensivelmente 15 minutos ap\u00f3s a hora marcada, e depois de congeminadas diversas teorias sobre os tr\u00eas arranha-c\u00e9us que constitu\u00edam o pano de frente do palco, as luzes apagam-se finalmente para a entrada dos protagonistas da noite. Um a um, acendem-se os apartamentos dos tr\u00eas pr\u00e9dios, surgem depois vultos a subir escadas e quando esses mesmos vultos come\u00e7am a cair (qualquer semelhan\u00e7a com a realidade n\u00e3o ser\u00e1 pura coincid\u00eancia), a introdu\u00e7\u00e3o adensada pela pulsa\u00e7\u00e3o acelerada da m\u00fasica rebenta no in\u00edcio de &#8220;Uprising&#8221;. Os tr\u00eas elementos dos Muse surgem ent\u00e3o em tr\u00eas plataformas distintas, bem acima do palco, e o p\u00fablico recebe em \u00eaxtase o primeiro single do novo <em>The Resistance<\/em> , cantado a plenos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"344\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hPRut0u--Ng&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><\/object><\/p>\n<p>A componente visual dos espect\u00e1culos do trio de Teignmouth, \u00e0 qual sempre foi dada a devida aten\u00e7\u00e3o, est\u00e1 mais agu\u00e7ada que nunca, com as teorias da conspira\u00e7\u00e3o de que o l\u00edder Matthew Bellamy tanto gosta a reflectirem-se nela. Feixes de laser e um esquema de luzes que deixa qualquer um como um burro a olhar para um pal\u00e1cio, ajudam a construir um ambiente perfeito de tens\u00e3o extasiante. &#8220;Resistance&#8221; (segundo tema da noite e tamb\u00e9m o segundo tema do novo \u00e1lbum) mant\u00e9m o p\u00fablico em alta, com o seu ritmo cavalgante e teclados m\u00e1gicos.<\/p>\n<p>Trocando as voltas \u00e0queles que j\u00e1 pensavam que a banda seguiria por The Resistance adentro, a primeira surpresa da noite veio na forma do velhinho &#8220;New Born&#8221;, para grande contentamento da plateia. A banda desce ent\u00e3o ao palco e o festim de lasers atinge n\u00edveis hipn\u00f3ticos. Tempo para avan\u00e7ar at\u00e9 ao muito celebrado <em>Black Holes and Revelations<\/em> , que esta noite partilhou o protagonismo com o novo \u00e1lbum: ao brilhante &#8220;Map of the Problematique&#8221; sucedeu um envolvente &#8220;Supermassive Black Hole&#8221;, mais demon\u00edaco que nunca.<\/p>\n<p>Marcando o regresso ao presente, &#8220;MK Ultra&#8221; ajuda a clarificar que os temas de <em>The Resistance<\/em> n\u00e3o s\u00f3 est\u00e3o na ponta da l\u00edngua como s\u00e3o bastante bem recebidos, como se veria mais \u00e0 frente na balada progressiva de ritmos arabescos &#8220;United States of Eurasia&#8221;. Pelo meio, um dos temas mais celebrados da noite: &#8220;Hysteria&#8221; \u00e9, juntamente com &#8220;Stockholm Syndrome&#8221; j\u00e1 no encore, uma das poucas incurs\u00f5es por <em>Absolution<\/em> (\u00e1lbum de 2003), mas nem por isso deixa de ser uma das mais celebradas da noite.<\/p>\n<p>Sentado ao piano luminoso, Bellamy recupera ent\u00e3o &#8220;Feeling Good&#8221;, tema celebrizado na voz de Nina Simone que renasceu em formato rock no segundo \u00e1lbum do trio, <em>Origin of Symmetry<\/em> . Mantendo o ritmo relativamente calmo, a ponte para o presente faz-se com &#8220;Guiding Light&#8221; e, depois de um interl\u00fadio bateria\/baixo em plataforma girat\u00f3ria, irrompe &#8220;Undisclosed Desires&#8221;, tema dan\u00e7\u00e1vel que constitui o actual single e parece arrebatar bastantes cora\u00e7\u00f5es femininos entre a plateia.<\/p>\n<p>Seguir-se-ia ent\u00e3o a sequ\u00eancia ganhadora do concerto: &#8220;Starlight&#8221;, &#8220;Plug In Baby&#8221; e &#8220;Time Is Running Out&#8221; levam a audi\u00eancia ao \u00eaxtase. Saltos, refr\u00f5es cantados a plenos pulm\u00f5es exigiram a entrada em cena dos bal\u00f5es brancos gigantes que gravitam nos concertos dos Muse desde a \u00e9poca de <em>Hullabaloo<\/em> . A terminar o corpo principal do espect\u00e1culo esteve &#8220;Unnatural Selection&#8221;, mais um tema do presente que, em registo acelerado, se revela um dos temas novos que mais surpreende ao vivo. A sa\u00edda de palco deu-se depois dos elogios merecidos ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>As apostas para o encore eram v\u00e1rias: &#8220;Bliss&#8221;, &#8220;Sing for Absolution&#8221;, &#8220;Muscle Museum&#8221; ou &#8220;Unintended&#8221; seriam porventura as mais desejadas, mas a banda volta a trocar as voltas e serve a sinf\u00f3nica &#8220;Exogenesis: Symphony Pt 1: Overture&#8221; (falsete irrepreens\u00edvel de Bellamy), saltando depois para o estrondoso &#8220;Stockholm Syndrome&#8221; e o divinal &#8220;Knights of Cydonia&#8221;, acompanhado por coro gigantesco e explos\u00f5es de fumo a finalizar.<\/p>\n<p>O culto dos Muse em solo nacional &#8211; bem sustentado por concertos memor\u00e1veis na Aula Magna, em festivais a norte e a sul e no Campo Pequeno &#8211; est\u00e1 mais vivo que nunca e o trio brit\u00e2nico voltou a justificar esta noite a chusma de pr\u00e9mios relativos \u00e0s suas presta\u00e7\u00f5es ao vivo que recebeu em terras de sua majestade. Bravo \u00e9 dizer pouco.<\/p>\n<p><strong>Alinhamento<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Uprising&#8221;<br \/>\n&#8220;Resistance&#8221;<br \/>\n&#8220;New Born&#8221;<br \/>\n&#8220;Map of the Problematique&#8221;<br \/>\n&#8220;Supermassive Black Hole&#8221;<br \/>\n&#8220;MK Ultra&#8221;<br \/>\n&#8220;Hysteria&#8221;<br \/>\n&#8220;United States of Eurasia&#8221;<br \/>\n&#8220;Feeling Good&#8221;<br \/>\n&#8220;Guiding Light&#8221;<br \/>\n&#8220;Undisclosed Desires&#8221;<br \/>\n&#8220;Starlight&#8221;<br \/>\n&#8220;Plug In Baby&#8221;<br \/>\n&#8220;Time Is Running Out&#8221;<br \/>\n&#8220;Unnatural Selection&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Exogenesis: Symphony Pt 1: Overture&#8221;<br \/>\n&#8220;Stockholm Syndrome&#8221;<br \/>\n&#8220;Knights of Cydonia&#8221;<\/p>\n<p>Texto de: <strong>M\u00e1rio Rui Vieira<\/strong><br \/>\nFotos de: <strong>Rita Carmo\/Espanta Esp\u00edritos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Pavilh\u00e3o Atl\u00e2ntico esgotou para ver os brit\u00e2nicos Muse. 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